Passar-se-ão tempos infinitos , mas hás-de envelhecer no meu imaginário. Já devia estar habituada a este sofrimento, mas doi. E doi muito viver viciada no passado, agarrada ao que deixei passar. Esta teimosia nunca me deixou ficar bem. Sei disso como ninguém sabe. Mas é incrível como o orgulho pode ser cruel...
Fecho-me em copas e isolo-me para não sofrer, quando a sofrer de queimada por esta paixão já eu estou. Nunca pensei vir a sentir tanto amargo na boca. Sei que é injusto, mas queria que a vida passasse por mim a correr. Sei por quem sou que nunca serei feliz... é que quando fui insisti que não chegava para mim e que precisava de mais. Feri tão profundamente o meu amor que o perdi para a eternidade.
Cada passo que dou é um espinho que se enterra na pele. Estou descalça e não conheço o caminho. Não sei para onde vou nem o que estou a fazer aqui. Vim ao sabor do vento e fiz o que me pareceu melhor… mas não te encontrei. Bebo mais uma lágrima deste veneno que me escorre pela face e definho…
13 dezembro 2009
Vamos saber… Um dia…
De onde veio tanto pessimismo? Quem és tu que mexes nos meus pensamentos, nas minhas acções e nos meus sentimentos?
Não sou dona de nada nem de ninguém e ninguém é dono de mim… não posso exigir do mundo mais do que ele tem para mim. Mas também não posso exigir de mim própria mais do que sou capaz de dar ao mundo.
Tenho um calo no coração! Gostava de poder limá-lo e de me partilhar contigo. Onde estás? Existes? Sei que sim, já nos cruzámos! Sei quem és, conheço a tua essência mas não te revejo, não sei a tua forma.
Se nos encontrarmos olha-me nos olhos e não será preciso dizer nada.
Não sou dona de nada nem de ninguém e ninguém é dono de mim… não posso exigir do mundo mais do que ele tem para mim. Mas também não posso exigir de mim própria mais do que sou capaz de dar ao mundo.
Tenho um calo no coração! Gostava de poder limá-lo e de me partilhar contigo. Onde estás? Existes? Sei que sim, já nos cruzámos! Sei quem és, conheço a tua essência mas não te revejo, não sei a tua forma.
Se nos encontrarmos olha-me nos olhos e não será preciso dizer nada.
30 novembro 2009
"Will you still love me tomorrow?"
Tonight you're mine completely
You give your love so sweetly
Tonight the light of love is in your eyes
Will you love me tomorrow?
Is this a lasting treasure
Or just a moment's pleasure?
Can I believe the magic of your sighs?
Will you still love me tomorrow?
Tonight with words unspoken
And you say that I'm the only one, the only one, yeah
But will my heart be broken
When the night meets the morning star?
I'd like to know that your love
Is love I can be sure of
So tell me now, cause I won't ask again
Will you still love me tomorrow?
Will you still love me tomorrow?
You give your love so sweetly
Tonight the light of love is in your eyes
Will you love me tomorrow?
Is this a lasting treasure
Or just a moment's pleasure?
Can I believe the magic of your sighs?
Will you still love me tomorrow?
Tonight with words unspoken
And you say that I'm the only one, the only one, yeah
But will my heart be broken
When the night meets the morning star?
I'd like to know that your love
Is love I can be sure of
So tell me now, cause I won't ask again
Will you still love me tomorrow?
Will you still love me tomorrow?
(by Gerry Goffin and Carole King)
27 novembro 2009
Tenho saudades tuas...
Sei que nem sempre to disse: gosto de ti como de mais ninguém! Apesar de saber que nunca mais to vou poder dizer outra vez.
Tenho um vazio no meu coração e ele tem a tua forma, o teu nome escrito... Ai se pudesse voltar atrás no tempo, se pudesse dizer-te só mais uma vez que te amo e que gosto da tua presença. Mas já não estás, já não te encontro. E dói que sejas passado no meu presente. Dói que sejas ausente no meu futuro... E eu que dava tudo para te ter de volta, dava tudo para estar junto de ti... perder é mau, mas perder-te foi ainda pior. Quero demais saber como é a vida desse lado. Ai ... o meu coração aperta só de pensar que pode estar frio aí. Quero que saibas que me vou lembrar de ti até ao meu último suspiro, até a última lágrima me cair nos lábios... sempre, para sempre!
Tenho um vazio no meu coração e ele tem a tua forma, o teu nome escrito... Ai se pudesse voltar atrás no tempo, se pudesse dizer-te só mais uma vez que te amo e que gosto da tua presença. Mas já não estás, já não te encontro. E dói que sejas passado no meu presente. Dói que sejas ausente no meu futuro... E eu que dava tudo para te ter de volta, dava tudo para estar junto de ti... perder é mau, mas perder-te foi ainda pior. Quero demais saber como é a vida desse lado. Ai ... o meu coração aperta só de pensar que pode estar frio aí. Quero que saibas que me vou lembrar de ti até ao meu último suspiro, até a última lágrima me cair nos lábios... sempre, para sempre!
26 novembro 2009
Já não sei dormir
Insisto em pensar no sentido das coisas que não fazem sentido. Não ganho nada, só perco. Já me perdi… ninguém me vai encontrar porque ninguém entra aqui. A porta está fechada e não há janelas. Só há memórias, só há saudades… não posso fugir daqui, não posso fugir de mim. Fujo de ti e daquilo que representas. E fujo para não te fazer cair aqui. Foge tu também!
Desafinada
Não é errado não querer aquilo que nos oferecem, pois não? Não me falta nada mas sinto falta de tudo… de mim, de quem fui, de quem sou. Não me quero afogar na futilidade do ócio! Não quero ficar assim… não me quero tornar naquilo que sempre critiquei.
Estive trancada num mundo que não era meu. Não tenho sido fiel aos meus princípios e isso tem que mudar. Já está a mudar!
Nunca devia ter parado de correr, mas fiquei cansada e encostei-me. Bateu o solinho e adormeci. Agora chove e percebo que dormi demais!
Estive trancada num mundo que não era meu. Não tenho sido fiel aos meus princípios e isso tem que mudar. Já está a mudar!
Nunca devia ter parado de correr, mas fiquei cansada e encostei-me. Bateu o solinho e adormeci. Agora chove e percebo que dormi demais!
Haverá limites?
Acho que estou a viver a minha vida depressa demais. Cheguei a um ponto de viragem, cresci! Tanto tempo a trabalhar para isso não acontecer… E agora? Espera… Pensando bem, já estou neste impasse há muito tempo…
Bem me parecia que me saíam palavras da boca que não me soavam reais. Mas eram.
Se me lembrasse dessas palavras agora… Talvez elas me servissem, me tirassem as dúvidas.
Mas já que este é um ponto de viragem em que se colocam as verdadeiras questões da vida, já não se pode perder tempo com lutas inconformistas pela Justiça e pela Paz. Cada um tem de começar a viver a sua própria vida e a aperceber-se da sua unicidade antes que seja tarde demais.
Todos precisamos de ser o centro das atenções, de uns minutos de fama, de protagonismo… sem eles a vida perde o sentido. Temos que ser estupidamente felizes nem que seja por breves segundos, ser egocêntricos a ponto de sorrir no meio das lágrimas que choramos pelos outros e por nós próprios. Precisamos de sonhar acordados e imaginar que tudo é perfeito porque nenhum pesadelo pode trazer tanto medo, angústia e solidão como a vida real.
Bem me parecia que me saíam palavras da boca que não me soavam reais. Mas eram.
Se me lembrasse dessas palavras agora… Talvez elas me servissem, me tirassem as dúvidas.
Mas já que este é um ponto de viragem em que se colocam as verdadeiras questões da vida, já não se pode perder tempo com lutas inconformistas pela Justiça e pela Paz. Cada um tem de começar a viver a sua própria vida e a aperceber-se da sua unicidade antes que seja tarde demais.
Todos precisamos de ser o centro das atenções, de uns minutos de fama, de protagonismo… sem eles a vida perde o sentido. Temos que ser estupidamente felizes nem que seja por breves segundos, ser egocêntricos a ponto de sorrir no meio das lágrimas que choramos pelos outros e por nós próprios. Precisamos de sonhar acordados e imaginar que tudo é perfeito porque nenhum pesadelo pode trazer tanto medo, angústia e solidão como a vida real.
Ângor
Quem me dera que a chuva me molhasse o rosto para não ter que mostrar as lágrimas que caem quando ela bate no vidro. A saudade faz-me engolir mais um pouco de vazio… todas as noites e todos os dias o mesmo pesadelo… é um peso difícil de suportar. Vivo com a culpa de nada ter feito para mudar este destino amargo.
Ssshhhhh! O silêncio fala mais alto do que eu jamais conseguirei gritar!!! Olha para mim e vê o que sinto… Palavras para quê? Está tudo escrito nos meus olhos, na minha alma. O meu coração é uma tela de carvão… necrosada. Mais um risco não se vai notar.
Ssshhhhh! O silêncio fala mais alto do que eu jamais conseguirei gritar!!! Olha para mim e vê o que sinto… Palavras para quê? Está tudo escrito nos meus olhos, na minha alma. O meu coração é uma tela de carvão… necrosada. Mais um risco não se vai notar.
08 novembro 2009
Sofoco
As minhas ideias esgotam-me o oxigénio. Os pensamentos enrolam-se na garganta e quando tento perceber o que sinto entro em asfixia. Falta-me ar... ou se bem me parece é espaço o que me falta. Espaço para abrir a comporta. Isso era bom, deixava de ter fugas por osmose e passava a difundir activamente a energia que acumulo dentro de mim. É quase nuclear... É o caos. É entropia. Os electrões chocam com tanta força que, se fosse uma lâmpada, era capaz de iluminar este buraco durante anos.
Não vou negar: gostava de ser uma máquina e de não ter que respirar para não me faltar o ar. Gostava de ser sistemática e que bastasse um reset para começar de novo. Queria tanto passar impávida e serena ao lado da dor, da minha dor... Preciso de um sorriso automático para não ter que responder por que razão não sorrio como dantes. Queria ser fria e distante para poder calcular ao ínfimo pormenor tudo o que me vai acontecer, quando e como. E queria também que as memórias que tanto me corroem todas as noites desaparecessem com um delete. Mas é do mesmo ar que respiramos todos...
Não vou negar: gostava de ser uma máquina e de não ter que respirar para não me faltar o ar. Gostava de ser sistemática e que bastasse um reset para começar de novo. Queria tanto passar impávida e serena ao lado da dor, da minha dor... Preciso de um sorriso automático para não ter que responder por que razão não sorrio como dantes. Queria ser fria e distante para poder calcular ao ínfimo pormenor tudo o que me vai acontecer, quando e como. E queria também que as memórias que tanto me corroem todas as noites desaparecessem com um delete. Mas é do mesmo ar que respiramos todos...
07 novembro 2009
Analiticamente
Então foi aqui que cheguei... Percorri a estrada, guardei a chave e com ela abri a porta de casa. Bebi do lago com o copo mas continuo com sede!
Pensei que tinha cumprido o objectivo, mas afinal parece que não... É que deixei o tesouro lá atrás e quanto mais tento voltar para o encontrar, mais distante ele fica. O meu tesouro... nem sonha ser quem é. Ninguem sabe o valor que tem. Para mim é tudo!
Pensei que tinha cumprido o objectivo, mas afinal parece que não... É que deixei o tesouro lá atrás e quanto mais tento voltar para o encontrar, mais distante ele fica. O meu tesouro... nem sonha ser quem é. Ninguem sabe o valor que tem. Para mim é tudo!
06 novembro 2009
Sonhos: elenco desfigurado
É perturbante não reconhecer alguém que permanece tão próximo do ego. Se não o reconheço por que razão entra no meu inconsciente? Por que razão ocupa o lugar que permanece vazio? Por que razão desempenha o papel mais importante? E como sabe exactamente o que dizer e fazer? Em tudo parece igual, menos na aparência. Não sei quem é, onde vive, se existe sequer... Mas mexe cá dentro e faz-me pensar.
23 setembro 2009
Tão depressa quero como desisto de procurar...
O meu coração bate a um ritmo tão caótico que percebo que se tivesse vontade própria já não moraria neste peito há muito tempo! Gostava de poder voltar àquele estado de hipostesia sentimental em que vivi durante anos, mas tenho este pace que me massacra o miocardio... e ele está cansado. Já não identifica o estímulo e bate ao mínimo impulso eléctrico. Preciso de cardioversão sentimental.
Posição fetal
Se queres que te diga, não falo. Calo-me e tranco-me a sete chaves. O que sinto só eu sei e é aqui que vivo isolada de tudo. No sigilo guardo o que vai no meu coração e o que me corre nas veias. É secreto e não é para ninguem saber. Este tesouro é só meu, é a única coisa que é só minha. Quem tinha que o levar não o quis quando ele me caiu das mãos e se espalhou à minha frente. Fiquei sozinha a apanhar os pedaços em que ele se quebrou. Quem tinha que ver, não viu e quando podia ouvir, não ouviu... Não vou repetir! Não quero voltar a dar de mim! Vou ficar aqui enrolada, escondida e ninguem me vai encontrar... Daqui não caio.
A não-Lei de Lavoisier
A vida dá e tira, mas por vezes não compensa. Pelo menos é assim que o sinto.
Por muito que detenha nunca vou voltar a ter o que já tive e perdi. E não é como na natureza em que nada se perde, nada se ganha e tudo se transforma. Se for, transformou-se tanto que já não reconheço a matéria prima...
Por muito que detenha nunca vou voltar a ter o que já tive e perdi. E não é como na natureza em que nada se perde, nada se ganha e tudo se transforma. Se for, transformou-se tanto que já não reconheço a matéria prima...
13 agosto 2009
Silenciosamente, confesso!
Não consigo resistir a estes impulsos... São mais fortes do que a minha vontade de me redimir à mesma solidão de sempre. Nunca pensei que fosse tão pesado ser ímpar, mas foi o que eu escolhi para mim. Sempre quis ser única e diferente... Eis a diferença! Aqui estou, impaciente pela mudança. Mas já nada vai mudar, tenho demasiado atrito em meu redor e ninguém é suficientemente resistente para o ultrapassar.
Chega de exigências impossíveis! Tragam-me conformismo porque só com ele haverá paz aqui deste lado.
Estou prestes a desistir desta máscara e a revelar tudo aquilo que sinto, o que sou... sem medos e sem restrições. Dizer e fazer tudo o que me apetecer e a seguir não ter que assumir as consequências. Enquanto isso não acontece, fico calada... e este silêncio vai matando o meu sorriso aos poucos.
Chega de exigências impossíveis! Tragam-me conformismo porque só com ele haverá paz aqui deste lado.
Estou prestes a desistir desta máscara e a revelar tudo aquilo que sinto, o que sou... sem medos e sem restrições. Dizer e fazer tudo o que me apetecer e a seguir não ter que assumir as consequências. Enquanto isso não acontece, fico calada... e este silêncio vai matando o meu sorriso aos poucos.
10 agosto 2009
Looking for closure
Tento todos os dias, tento mais uma vez e outra. Tento não desistir e seguir em frente. Sinto o frio a cortar-me a pele e o vento é tanto que não consigo respirar. Olho para a frente e não vejo nada. Só há confusão e eu estou sozinha outra vez... Como sempre! Esta solidão que teimo em cobrir com ilusões e histórias de encantar... Estou cansada e só me apetece dormir. Mas não quero sonhar mais... Chega de desenganos. Só quero fechar os olhos e não sentir absolutamente nada.
Nada é sagrado neste mundo. Todos profanamos a felicidade dos outros, quanto mais não seja com invejas e ciumes. Estou a abarrotar de frustrações. Só me apetece chorar mas as lágrimas não correm. Porquê tanta injustiça? Onde é que este caminho vai dar?
O coração quer fugir para onde a mente não vai... Não sei mais o que fazer. Fico quieta? Não, não posso ficar à espera que a vida venha ao meu encontro. Mas o que procuro está longe demais e quanto mais corro para lá mais longe e dificil de alcançar fica... É confuso o que me vai na alma. São só contradições e contrariedades. Afinal, alguém sabe o que é que eu quero?
Nada é sagrado neste mundo. Todos profanamos a felicidade dos outros, quanto mais não seja com invejas e ciumes. Estou a abarrotar de frustrações. Só me apetece chorar mas as lágrimas não correm. Porquê tanta injustiça? Onde é que este caminho vai dar?
O coração quer fugir para onde a mente não vai... Não sei mais o que fazer. Fico quieta? Não, não posso ficar à espera que a vida venha ao meu encontro. Mas o que procuro está longe demais e quanto mais corro para lá mais longe e dificil de alcançar fica... É confuso o que me vai na alma. São só contradições e contrariedades. Afinal, alguém sabe o que é que eu quero?
27 julho 2009
Perfeitos como nós
Será o meu grau de exigência demasiado elevado para o estado de (im)perfeição em que me encontro? Exijo perfeccionismo no que faço, no que sou... É uma inconsistência - não sou perfeita! Mas sou exigente e quero a perfeição de quem, tal como eu, não é perfeito...
Não me parece justo, mas é o que fazemos, exigimos e limamos as imperfeições até sermos capazes de responder às exigências perfeccionistas de quem tem os mesmos defeitos e imperfeições que nós próprios!
Não me parece justo, mas é o que fazemos, exigimos e limamos as imperfeições até sermos capazes de responder às exigências perfeccionistas de quem tem os mesmos defeitos e imperfeições que nós próprios!
Queria que tivesse(s) sido diferente!
Tanto expliquei que compliquei demais! Compliquei tanto que já nem eu percebo... Ora quero, ora não quero... Gosto mas detesto...
Quero estar contigo mas prefiro estar sozinha.
Quero estar sozinha mas dava tudo para te ter de volta.
Ambíguo não é? Pois, eu sei...
Quero estar contigo mas prefiro estar sozinha.
Quero estar sozinha mas dava tudo para te ter de volta.
Ambíguo não é? Pois, eu sei...
Take a ride
Quem se preocupa com as vezes em que a morte nos passa à frente dos olhos, nunca deve ter reparado que a vida também passa...
É melhor apanhar esta boleia que a vida nos dá antes que ela passe por nós vezes demais.
É melhor apanhar esta boleia que a vida nos dá antes que ela passe por nós vezes demais.
26 junho 2009
Myself again
Foi como renascer…
Num momento estava ali só para ver o que ía dar e no outro fui levada para uma altura da minha vida em que tudo era espontâneo e valia a pena experimentar.
As memórias que reapareceram, os tempos passados a passar de novo. Todas as coisas boas associadas àquela lembrança…
Foi bom! Está a ser bom! Gosto desta sensação: LIBERDADE, AR (quente, por sinal). Ter vontade de fazer o que achava que já era tarde para fazer.
Quero mais disto. Afinal ainda posso vir a ser tudo o que eu quiser.
Num momento estava ali só para ver o que ía dar e no outro fui levada para uma altura da minha vida em que tudo era espontâneo e valia a pena experimentar.
As memórias que reapareceram, os tempos passados a passar de novo. Todas as coisas boas associadas àquela lembrança…
Foi bom! Está a ser bom! Gosto desta sensação: LIBERDADE, AR (quente, por sinal). Ter vontade de fazer o que achava que já era tarde para fazer.
Quero mais disto. Afinal ainda posso vir a ser tudo o que eu quiser.
"Tudo vale a pena se a alma não é pequena!"
As coisas não caem do céu, mas em todo o lado há força e energia para as alcançarmos. É só querer pelo bem. Acredito na recompensa e espero um dia encontrá-la.
22 junho 2009
Choro quando tiver vontade
Não me digam para não chorar nem para não ficar triste quando a alternativa é fugir, desaparecer para não ter que viver com a frustração.
Digam-me antes para chorar tudo agora porque senão a frustração prevalece. Então fujo para onde não existo e refugio-me no colo de ninguém.
Por isso choro, grito e esperneio. Não vou guardar isto dentro de mim... Não me quero esconder.
Não vou enfiar mais a cabeça na areia nem ficar à espera que as coisas apareçam feitas e que as pessoas venham ao meu encontro.
É uma luta constante em que quanto mais se leva, mais se tem para dar. E eu quero ter muito mais para dar.
Digam-me antes para chorar tudo agora porque senão a frustração prevalece. Então fujo para onde não existo e refugio-me no colo de ninguém.
Por isso choro, grito e esperneio. Não vou guardar isto dentro de mim... Não me quero esconder.
Não vou enfiar mais a cabeça na areia nem ficar à espera que as coisas apareçam feitas e que as pessoas venham ao meu encontro.
É uma luta constante em que quanto mais se leva, mais se tem para dar. E eu quero ter muito mais para dar.
É vício...
Todos temos as nossas fraquezas... Por muito forte que tente ser, hei-de sempre tropeçar nas minhas.
Posso passar que tempos a evitar os caminhos em que já sei à partida que vou errar e dar mais uma cabeçada, mas vou por ali na mesma.
É vicioso... não há volta a dar a este ciclo. E quanto mais se tenta, maior ele fica.
Posso passar que tempos a evitar os caminhos em que já sei à partida que vou errar e dar mais uma cabeçada, mas vou por ali na mesma.
É vicioso... não há volta a dar a este ciclo. E quanto mais se tenta, maior ele fica.
17 junho 2009
Eis a questão
Passamos a vida a querer ser o que não somos porque não queremos ser como somos. No fim, somos o que podemos porque algures no tempo já quisemos ser assim.
É pior não ter aquilo que se pode do que não ter aquilo que se quer!
É pior não ter aquilo que se pode do que não ter aquilo que se quer!
(in)conformismo
Por várias vezes dei comigo a pensar que temos de aceitar as coisas como elas são, encarar a vida de frente! Até cheguei a recomendar esta filosofia a certas pessoas em determinadas alturas das suas vidas, mas será que temos mesmo?
Não seria tudo muito mais fácil se cada um de nós lutasse e conseguisse realmente mudar o vento e virar a brisa a nosso favor?
E será que isso ia resolver tudo? Provavelmente, não!
O mundo acabaria por ser todo à nossa maneira e não haveria mais nada para mudar.
Quanto a mim, era morte certa!
Não seria tudo muito mais fácil se cada um de nós lutasse e conseguisse realmente mudar o vento e virar a brisa a nosso favor?
E será que isso ia resolver tudo? Provavelmente, não!
O mundo acabaria por ser todo à nossa maneira e não haveria mais nada para mudar.
Quanto a mim, era morte certa!
Sai uma questão, sff! Retórica, de preferência!
O que seria de mim sem dúvidas? Já não seria eu! A minha pessoa tem que ter sempre uma pergunta a fazer.
Pois é, gosto de questões de longa duração. O problema é que às vezes a duração é tão longa que só resto eu a pensar na resposta.
Talvez seja por isso que me sinto solitária…Não... Única! Sou única!
Será esse o propósito de ser Humano? Ser único e ter questões próprias em que só cada um pensa nelas? Talvez não… Há-de haver alguém a pensar na mesma questão que eu, à sua maneira - única.
Pois é, gosto de questões de longa duração. O problema é que às vezes a duração é tão longa que só resto eu a pensar na resposta.
Talvez seja por isso que me sinto solitária…Não... Única! Sou única!
Será esse o propósito de ser Humano? Ser único e ter questões próprias em que só cada um pensa nelas? Talvez não… Há-de haver alguém a pensar na mesma questão que eu, à sua maneira - única.
Será que faz sentido ter 6º Sentido?
Tenho sido demasiado conformista no que respeita a mim própria e excessivamente intolerante quanto aos assuntos daqueles que me são próximos…
Talvez devido a uma ideia inconsciente mas sobrevalorizada de que não conseguirei mudar o meu destino porque não consigo prever o futuro e portanto não vale a pena aplicar o meu sexto sentido na minha própria vida, porque este… é fundamental para avaliar os trilhos que os outros escolhem para o seu destino.
Mas e eu? Não posso escolher os meus próprios trilhos?
Talvez devido a uma ideia inconsciente mas sobrevalorizada de que não conseguirei mudar o meu destino porque não consigo prever o futuro e portanto não vale a pena aplicar o meu sexto sentido na minha própria vida, porque este… é fundamental para avaliar os trilhos que os outros escolhem para o seu destino.
Mas e eu? Não posso escolher os meus próprios trilhos?
Às vezes parece que não é só a Terra...
Às vezes parece que não é só a Terra que dá voltas... Também a minha vida tem a sua rotação e, olhando para trás, eu já estive aqui antes.
Será Karma? Nem sei bem o que isso é. Sei que é Amor, Ódio e Frustração...
Queria tudo para ontem e acho que acabei por me esquecer que a minha vida, tal como a Terra, não gira em volta do meu ser.
Então tropeço outra vez no meu orgulho e agora não tenho a certeza se tenho força para lamber as feridas...
Quero seguir em frente e entrar na rota certa. Mas e esta indecisão? O que lhe faço? Alguém sabe?
Será Karma? Nem sei bem o que isso é. Sei que é Amor, Ódio e Frustração...
Queria tudo para ontem e acho que acabei por me esquecer que a minha vida, tal como a Terra, não gira em volta do meu ser.
Então tropeço outra vez no meu orgulho e agora não tenho a certeza se tenho força para lamber as feridas...
Quero seguir em frente e entrar na rota certa. Mas e esta indecisão? O que lhe faço? Alguém sabe?
Vendo bem as coisas...
A minha essência é incógnita. A alma da minha gente é diferente. O meu mundo não é como eu pensava... é como sonhar acordada durante anos e agora acordar no pesadelo. Enganei-me... As aparências afinal também valem mais aqui!
Convicta ou indecisa?
Procuro não sei bem o quê, não sei onde. Às vezes sinto-me a vasculhar... Por momentos pensei que tinha encontrado, mas deixei tudo para trás num rasgo de lucidez: Não era aquilo! Eu sabia, mas não queria acreditar. Tinha-o na mão, era fácil... mas não era o que eu queria.
Love is a Bed Time Story
O amor é uma história de embalar que, como todas as outras, contamos uns aos outros antes de dormir.
A mim parece-me que o mundo está com insónias...
A mim parece-me que o mundo está com insónias...
Dúvidas
O que penso não sei, mas preciso partilhar... quem quer saber? Eu quero saber o que pensas, mas não tenho tempo! Tenho que descobrir uma maneira de partilhar isto tudo. Quero conhecer-te e quero que me conheças, mas tenho que me conhecer a mim primeiro. Tenho que partilhar o que penso, mas já não me lembro o que é... Quem somos? Temos um nome, uma identidade, mas não nos conhecemos. Quando nos descobrirmos será tarde demais? E agora, é cedo demais?
Uma questão de tempo
Disse tarde demais o que sempre achei que era cedo para dizer, mas também disse precipitadamente coisas que nunca deveria ter dito.
Afinal a vida não é tão curta como eu pensava...
Afinal a vida não é tão curta como eu pensava...
Vista superficial
Quem tem o direito de apontar o dedo? Eu não... nem quero esse direito! Hoje és tu, amanhã posso ser eu. Não sabemos. Não gosto de dar satisfações a ninguem, muito menos de me sentir obrigada a fazê-lo. Sou dona da minha própria fantasia e gosto de viver nela. Aí sou feliz... sempre que preciso. É o meu refúgio! Afinal todos temos um quê de esquizofrénicos! Não quero a capacidade de desvendar as pessoas, nem quero que tenham a capacidade de me desvendar a mim. Mas já tentei entrar no mundo de alguém, não com o intuito de fazer parte dele (em alguns casos talvez até fosse... não sei), mas mentalizei-me que era apenas para o conhecer. Procurei não sei bem o quê... fantasiei várias formas de compatibilizar os nossos mundos...ponderei até prescindir de alguns dos meus mais fortes e enraizados valores. Acabei por me desiludir. Descobri no final que o que havia lá dentro não concordava de todo com a "informação contida no rótulo". E o pior disto tudo é que não foi só dessa vez... Então se calhar é mais justo ficar na ignorância... Preferir a vista superficial... se até os ditos amigos escondem as suas faces podres e fingem ser melhores do que realmente são. Mas quem sou eu para apontar o dedo? Não quero esse direito... mas também eu tenho essa faceta... humana.
As ilusões não oferecem certezas (Janeiro/2006)
Ocupamos a nossa mente e o nosso tempo com demasiadas futilidades. Olhamos para o espelho e não vemos o que ele tem para mostrar. Não é que a imagem não esteja lá, ela está e bem definida. Mas andamos tão atarefados a construir alter-egos superficiais, que nos esquecemos de quem somos e já não nos conseguimos reconhecer naquele reflexo. Então torna-se dificil olhar aquela imagem nos olhos, como se houvesse um receio avassalador de reprovação... É aí que começa o sofrimento, a angústia causada por uma situação que tem tanto de virtual como de real, ou seja, é o alter-ego superficial que receia ser reprovado pelo que realmente somos quando ele próprio já tem poder suficiente para conquistar e dominar aquele momento introspectivo que temos em frente ao espelho. Por muito que custe olhar o reflexo nos olhos, é a única maneira de nos mantermos fiéis ao que sempre fomos e de evitarmos a corrupção pelas futilidades que aos poucos nos vão roubando a essência.
"Dreaming of screaming"
Que luz é esta? Não é natural... não pode ser! Fere-me os olhos, não consigo ver nada!
Está aí alguem? Ouço passos... vêm na minha direcção...
ESTOU AQUI!
Que sítio é este? Não vejo nada, as lágrimas reflectem a luz e ofuscam-me a vista.
Mas que luz é esta? Artificial...
Eu não vejo ninguém, mas será que me vêem?
Grito, mas não parecem ouvir-me...
Espera, estão a aproximar-se... estão a falar mas o ruído é tanto que nao consigo ouvir o que dizem.
E a luz... que raio de luz é esta?
Tento tocar-lhes mas estou cada vez mais longe... Sinto que estou a ser sugada não sei para onde...
Está frio aqui! E o ruído... é mecânico! É artificial... como a luz.
Quem são aquelas pessoas? Queria vê-las, ouvir o que dizem, tocar-lhes...
Que sítio é este??
A luz apagou-se e o ruído desapareceu...
Enxugo as lágrimas e tento focar as pessoas...
São de plástico, autênticos fantoches... imóveis! Toco-lhes... que desilusão! São frias!
Quero sair daqui, nem quero saber que sitio é este.
Fecho os olhos com toda a força que tenho... Quando os abrir, a luz é natural!
Está aí alguem? Ouço passos... vêm na minha direcção...
ESTOU AQUI!
Que sítio é este? Não vejo nada, as lágrimas reflectem a luz e ofuscam-me a vista.
Mas que luz é esta? Artificial...
Eu não vejo ninguém, mas será que me vêem?
Grito, mas não parecem ouvir-me...
Espera, estão a aproximar-se... estão a falar mas o ruído é tanto que nao consigo ouvir o que dizem.
E a luz... que raio de luz é esta?
Tento tocar-lhes mas estou cada vez mais longe... Sinto que estou a ser sugada não sei para onde...
Está frio aqui! E o ruído... é mecânico! É artificial... como a luz.
Quem são aquelas pessoas? Queria vê-las, ouvir o que dizem, tocar-lhes...
Que sítio é este??
A luz apagou-se e o ruído desapareceu...
Enxugo as lágrimas e tento focar as pessoas...
São de plástico, autênticos fantoches... imóveis! Toco-lhes... que desilusão! São frias!
Quero sair daqui, nem quero saber que sitio é este.
Fecho os olhos com toda a força que tenho... Quando os abrir, a luz é natural!
16 junho 2009
Recuperado do universo da web...
Eis que após 3000 anos fui desenterrar este blog do universo da web...
Bem, antes de mais, convém esclarecer que o conteúdo deste espaço (agora com a cara lavada) se tem vindo a construir ao longo dos anos com base na dualidade da reflexão sobre a essência das coisas.
Conclusões? Não há... Mas prometo que vão encontrar contradições.
Bem, antes de mais, convém esclarecer que o conteúdo deste espaço (agora com a cara lavada) se tem vindo a construir ao longo dos anos com base na dualidade da reflexão sobre a essência das coisas.
Conclusões? Não há... Mas prometo que vão encontrar contradições.
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