28 fevereiro 2010

Eu sei...

Que para ti fiz coisas que nunca sonhei fazer... Sei que te amei e me dei sem saber. Sei que não me amas e sei também que o meu lugar ao teu lado já não existe. Sei que é triste...
Sei chorar as lágrimas azedas do meu luto pela morte do desejo vão de voltar a beijar-te na boca e de voltar a encostar a cabeça no teu peito. Sei que nunca limparás estas lágrimas assim como sei que não me olharás nos olhos nunca mais...
Só não sei o que fazer com o que me sobrou: eu!

26 fevereiro 2010

A ferro e fogo

Porque insistes tu no massacre? Porque não dizes de uma vez por todas o que significo para ti? - nada!
Aquilo que fui rapidamente foi substituído e facilmente por melhor... E eu que queria que fôssemos amigos. Como? Nunca fomos! Não nos conhecemos sequer. Apaixonei-me por um estranho que não me deixa viver... Marcaste-me a ferro e fogo.
Sempre gostei dos cabrões e agora a cabra sou eu que não paro de te procurar nele... Não é justo! Precisava que me ensinasses a ignorar como só tu sabes. Só é pena não te poder dizer...

17 fevereiro 2010

Sim, já percebi...

Já percebi que gostaste, que quiseste e que tiveste... Eu nada sinto. Vagueio e faço o que tu queres. Vou sem rumo e tento parecer que não penso demasiado nisto. Não sei se sou capaz... Não sei se consigo alhear-me quando envolvida já eu estou... Para ti é fácil sair daqui. Para mim já começa a ser dificil ver-te partir e saber para onde vais. A aventura começa a perder o sabor. Será ciúme? Ou será apenas o meu ego ferido por saber que não consigo ser única? Estarei a sentir-me vulgar como ela? Mas quem sou eu para ocupar este lugar? E a maior das questões: não devias ser tu a ter o peso na consciência?
Não te posso amar... Tu sabes disso e eu também. Mas não sei se concordo em participar nesta mentira. Alguém se vai magoar e não vou ser eu. Tenho o sentido suficientemente apurado para saltar do barco ao mínimo sinal de perigo.

11 fevereiro 2010

Bitter sweet

Sim, já sentia falta das despedidas no pátio das escadas. Esperar pelo elevador entre beijos molhados e mãos indiscretas, sempre na vigília pouco atenta da curiosidade dos vizinhos. O elevador chega e está na hora de ires. Queria mais - ainda não estou satisfeita, mesmo com tuas mãos marcadas na pele. Fico junto à porta quieta a saborear, a imaginar e a sorrir estupidamente do nada. Gosto, claro que gosto... só não sei quanto tempo vai durar esta hipnose...