17 junho 2009

Vista superficial

Quem tem o direito de apontar o dedo? Eu não... nem quero esse direito! Hoje és tu, amanhã posso ser eu. Não sabemos. Não gosto de dar satisfações a ninguem, muito menos de me sentir obrigada a fazê-lo. Sou dona da minha própria fantasia e gosto de viver nela. Aí sou feliz... sempre que preciso. É o meu refúgio! Afinal todos temos um quê de esquizofrénicos! Não quero a capacidade de desvendar as pessoas, nem quero que tenham a capacidade de me desvendar a mim. Mas já tentei entrar no mundo de alguém, não com o intuito de fazer parte dele (em alguns casos talvez até fosse... não sei), mas mentalizei-me que era apenas para o conhecer. Procurei não sei bem o quê... fantasiei várias formas de compatibilizar os nossos mundos...ponderei até prescindir de alguns dos meus mais fortes e enraizados valores. Acabei por me desiludir. Descobri no final que o que havia lá dentro não concordava de todo com a "informação contida no rótulo". E o pior disto tudo é que não foi só dessa vez... Então se calhar é mais justo ficar na ignorância... Preferir a vista superficial... se até os ditos amigos escondem as suas faces podres e fingem ser melhores do que realmente são. Mas quem sou eu para apontar o dedo? Não quero esse direito... mas também eu tenho essa faceta... humana.

Sem comentários:

Enviar um comentário