23 setembro 2009

Tão depressa quero como desisto de procurar...

O meu coração bate a um ritmo tão caótico que percebo que se tivesse vontade própria já não moraria neste peito há muito tempo! Gostava de poder voltar àquele estado de hipostesia sentimental em que vivi durante anos, mas tenho este pace que me massacra o miocardio... e ele está cansado. Já não identifica o estímulo e bate ao mínimo impulso eléctrico. Preciso de cardioversão sentimental.

Posição fetal

Se queres que te diga, não falo. Calo-me e tranco-me a sete chaves. O que sinto só eu sei e é aqui que vivo isolada de tudo. No sigilo guardo o que vai no meu coração e o que me corre nas veias. É secreto e não é para ninguem saber. Este tesouro é só meu, é a única coisa que é só minha. Quem tinha que o levar não o quis quando ele me caiu das mãos e se espalhou à minha frente. Fiquei sozinha a apanhar os pedaços em que ele se quebrou. Quem tinha que ver, não viu e quando podia ouvir, não ouviu... Não vou repetir! Não quero voltar a dar de mim! Vou ficar aqui enrolada, escondida e ninguem me vai encontrar... Daqui não caio.

A não-Lei de Lavoisier

A vida dá e tira, mas por vezes não compensa. Pelo menos é assim que o sinto.
Por muito que detenha nunca vou voltar a ter o que já tive e perdi. E não é como na natureza em que nada se perde, nada se ganha e tudo se transforma. Se for, transformou-se tanto que já não reconheço a matéria prima...