13 dezembro 2009

Ainda choro por ti...

Passar-se-ão tempos infinitos , mas hás-de envelhecer no meu imaginário. Já devia estar habituada a este sofrimento, mas doi. E doi muito viver viciada no passado, agarrada ao que deixei passar. Esta teimosia nunca me deixou ficar bem. Sei disso como ninguém sabe. Mas é incrível como o orgulho pode ser cruel...
Fecho-me em copas e isolo-me para não sofrer, quando a sofrer de queimada por esta paixão já eu estou. Nunca pensei vir a sentir tanto amargo na boca. Sei que é injusto, mas queria que a vida passasse por mim a correr. Sei por quem sou que nunca serei feliz... é que quando fui insisti que não chegava para mim e que precisava de mais. Feri tão profundamente o meu amor que o perdi para a eternidade.
Cada passo que dou é um espinho que se enterra na pele. Estou descalça e não conheço o caminho. Não sei para onde vou nem o que estou a fazer aqui. Vim ao sabor do vento e fiz o que me pareceu melhor… mas não te encontrei. Bebo mais uma lágrima deste veneno que me escorre pela face e definho…

Vamos saber… Um dia…

De onde veio tanto pessimismo? Quem és tu que mexes nos meus pensamentos, nas minhas acções e nos meus sentimentos?
Não sou dona de nada nem de ninguém e ninguém é dono de mim… não posso exigir do mundo mais do que ele tem para mim. Mas também não posso exigir de mim própria mais do que sou capaz de dar ao mundo.
Tenho um calo no coração! Gostava de poder limá-lo e de me partilhar contigo. Onde estás? Existes? Sei que sim, já nos cruzámos! Sei quem és, conheço a tua essência mas não te revejo, não sei a tua forma.
Se nos encontrarmos olha-me nos olhos e não será preciso dizer nada.