17 junho 2009
As ilusões não oferecem certezas (Janeiro/2006)
Ocupamos a nossa mente e o nosso tempo com demasiadas futilidades. Olhamos para o espelho e não vemos o que ele tem para mostrar. Não é que a imagem não esteja lá, ela está e bem definida. Mas andamos tão atarefados a construir alter-egos superficiais, que nos esquecemos de quem somos e já não nos conseguimos reconhecer naquele reflexo. Então torna-se dificil olhar aquela imagem nos olhos, como se houvesse um receio avassalador de reprovação... É aí que começa o sofrimento, a angústia causada por uma situação que tem tanto de virtual como de real, ou seja, é o alter-ego superficial que receia ser reprovado pelo que realmente somos quando ele próprio já tem poder suficiente para conquistar e dominar aquele momento introspectivo que temos em frente ao espelho. Por muito que custe olhar o reflexo nos olhos, é a única maneira de nos mantermos fiéis ao que sempre fomos e de evitarmos a corrupção pelas futilidades que aos poucos nos vão roubando a essência.
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