15 janeiro 2010

Na desilusão está a realidade

Preciso de outra fronteira porque esta está virada para o precipício. Não há saída, aqui não há mais chão para pisar... Este caminho não vai dar a lado nenhum! Alguém é capaz de me fazer entender isto? Estou farta de dizer a mesma coisa mas não me oiço, não entendo a minha própria linguagem. Este amor é narcisismo, é mais uma futilidade que no início aparece glamourosa e depois me descarna. É amor em carne viva que doi e doi e doi... Tolda-me o raciocínio e não me deixa sair da penumbra. É por este amor que me afogo neste mar corrosivo e me deixo levar pela corrente, na esperança de que o meu amor me salve... de si próprio? Não! Não há esperança... não há optimismo que me valha a mim nem ao meu amor. Ficámos lá os dois e é mais fácil habituar-me à dor. Quando não houver mais nada para destruir há-de deixar de doer. É deixar o tempo passar e esperar para acordar no arrependimento de nada ter feito e de não ter vivido mais do que um simples amor. Sim, esse mesmo amor que todos procuram - é ilusão, não traz felicidade... É um desengano, um erro que cometemos para enganar a mente. Despido das fantasias de que o mascaramos não passa de uma mera esquírula da felicidade por nós criada e fracturada pelo despertar no vazio em que realmente vive a natureza humana.

Sem comentários:

Enviar um comentário