É triste não poder dizer o que me entope a garganta. Não posso dizer porque se disser a possibilidade do improvável desaparece... Se disser afastas-te ainda mais e perco-te de vista. És o meu objectivo inatingível e tento viver na ilusão de que vai ficar tudo bem. Às vezes, se fechar os olhos com muita força, ainda te sinto respirar ao meu ouvido e tento sentir o calor do teu corpo encostado ao meu... gelado. Nem sonhas a falta que me fazes...
E eu sei, com certeza, que por muito que procure não vou encontrar esse conforto em mais ninguem. E não vou mentir: sinto raiva. Mas engulo-a, não te quero fazer sofrer... mais. Vivo a minha vida com a dignidade que me restou, nem que seja de rastos. É que o meu coração fechou por motivos de falência e agora estou só comigo que morri de desgosto.
02 janeiro 2010
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