18 maio 2010

Santeria (by Sublime)

I don't practice santeria,
I ain't got no crystal ball,
Well I had a million dollars but I,
I'd spend it all,
If I could find that heina
And that sancho that she'd found
Well I'd pop a cap on Sancho
And I´d slap her down
What I really wanna know, my baby
Oh, what I really wanna say, I can't define
Well it's love that I need, oh
My soul will have to wait till I get back
Find a heina of my own
Daddy's gonna love one an' all
I feel the break, feel the break, feell the break
And I gotta live it out, oh yeah
Well I swear that I
What I really wanna know, my baby
What I really wanna say, I can't define
Got love, make it go, oh
My soul will have to
Oh, what I really wanna say, my baby
What I really wanna say, is I've got mine
And I'll make it
Yes, I'm goin' up
Tell Sancho that if he knows
What is good for him
He best go run an' hide
Daddy's got a new 45
And I won't think twice to stick that barrel
Straight down Sncho's throat
Believe me when I say that
I got something for his punk ass
What I really wanna know, my baby
Oh, what I really wanna say
Is there's just one way back
And I'll make it, yeah
My soul will have to wait

27 abril 2010

Telhados de vidro

Queria perceber a razão das escolhas que fiz. Porque escolhi ser quem sou? Não sei... E não sei também o que me leva a bater tão fundo, a ser tão baixa com quem em nada influenciou o marasmo onde estou. O tempo cura tudo, dizem... Mas o que vejo é que o tempo fere cada vez mais profundamente quando volta atrás repetidamente na minha cabeça. De que serve tentar perceber porque o fiz? De que serve perseguir a razão? Não há nada a fazer! Esperança? de quê? Escolhi este caminho, não adianta esperar os frutos de outro. Não sei o que vai acontecer amanhã. Já pensei que tinha força para enfrentar o mundo sozinha, agora sei que não tenho... Nem sei para onde vou. Estou invisível, até para mim própria. Estou farta de andar às voltas no mesmo círculo. Quero acreditar num mundo melhor, numa vida melhor, mas não consigo. Já não acredito em mim. Estou demasiado dependente das minhas fantasias para continuar neste rumo e a realidade insiste em derrubá-las dia após dia perante os meus olhos. Mas eu não quero ver! E por isso recomeço, o mesmo caminhar errante sobre os estilhaços do meu telhado de vidro que há muito se partiu.

Suspiro...

Será que este movimento esteriotipado não me abandona? Chego, afasto os lençois, suspiro (por vezes em silêncio, outras nem por isso...) e deito-me. A insónia vem, consome-me, morde-me a consciência. Construo e destruo mentalmente os caminhos que devia ter escolhido, até que o cansaço me vence. E quando tudo parecia tranquilo, aparece mais um dia de realidade putrefacta no meio do nojo que me rodeia. Um ou outro momento em que sorrio e me esqueço da desgraça em que insisto viver, mas quando chega a hora de me confessar à almofada, acordo outra vez e é aí que vejo claramente que tem que ser assim porque se não for, não tarda estou a viver outra vez na ilusão de que é possível voltar atrás como se nada tivesse acontecido... Já me vejo a imaginar que a realidade não existe... que não sou só eu que estou só. Que crueldade! Como é que me transformei nesta pessoa? Não quero ser assim... Prefiro suspirar todas as noites sem ninguém ver e encharcar a almofada em lágrimas.

28 fevereiro 2010

Eu sei...

Que para ti fiz coisas que nunca sonhei fazer... Sei que te amei e me dei sem saber. Sei que não me amas e sei também que o meu lugar ao teu lado já não existe. Sei que é triste...
Sei chorar as lágrimas azedas do meu luto pela morte do desejo vão de voltar a beijar-te na boca e de voltar a encostar a cabeça no teu peito. Sei que nunca limparás estas lágrimas assim como sei que não me olharás nos olhos nunca mais...
Só não sei o que fazer com o que me sobrou: eu!

26 fevereiro 2010

A ferro e fogo

Porque insistes tu no massacre? Porque não dizes de uma vez por todas o que significo para ti? - nada!
Aquilo que fui rapidamente foi substituído e facilmente por melhor... E eu que queria que fôssemos amigos. Como? Nunca fomos! Não nos conhecemos sequer. Apaixonei-me por um estranho que não me deixa viver... Marcaste-me a ferro e fogo.
Sempre gostei dos cabrões e agora a cabra sou eu que não paro de te procurar nele... Não é justo! Precisava que me ensinasses a ignorar como só tu sabes. Só é pena não te poder dizer...

17 fevereiro 2010

Sim, já percebi...

Já percebi que gostaste, que quiseste e que tiveste... Eu nada sinto. Vagueio e faço o que tu queres. Vou sem rumo e tento parecer que não penso demasiado nisto. Não sei se sou capaz... Não sei se consigo alhear-me quando envolvida já eu estou... Para ti é fácil sair daqui. Para mim já começa a ser dificil ver-te partir e saber para onde vais. A aventura começa a perder o sabor. Será ciúme? Ou será apenas o meu ego ferido por saber que não consigo ser única? Estarei a sentir-me vulgar como ela? Mas quem sou eu para ocupar este lugar? E a maior das questões: não devias ser tu a ter o peso na consciência?
Não te posso amar... Tu sabes disso e eu também. Mas não sei se concordo em participar nesta mentira. Alguém se vai magoar e não vou ser eu. Tenho o sentido suficientemente apurado para saltar do barco ao mínimo sinal de perigo.

11 fevereiro 2010

Bitter sweet

Sim, já sentia falta das despedidas no pátio das escadas. Esperar pelo elevador entre beijos molhados e mãos indiscretas, sempre na vigília pouco atenta da curiosidade dos vizinhos. O elevador chega e está na hora de ires. Queria mais - ainda não estou satisfeita, mesmo com tuas mãos marcadas na pele. Fico junto à porta quieta a saborear, a imaginar e a sorrir estupidamente do nada. Gosto, claro que gosto... só não sei quanto tempo vai durar esta hipnose...