Já percebi que gostaste, que quiseste e que tiveste... Eu nada sinto. Vagueio e faço o que tu queres. Vou sem rumo e tento parecer que não penso demasiado nisto. Não sei se sou capaz... Não sei se consigo alhear-me quando envolvida já eu estou... Para ti é fácil sair daqui. Para mim já começa a ser dificil ver-te partir e saber para onde vais. A aventura começa a perder o sabor. Será ciúme? Ou será apenas o meu ego ferido por saber que não consigo ser única? Estarei a sentir-me vulgar como ela? Mas quem sou eu para ocupar este lugar? E a maior das questões: não devias ser tu a ter o peso na consciência?
Não te posso amar... Tu sabes disso e eu também. Mas não sei se concordo em participar nesta mentira. Alguém se vai magoar e não vou ser eu. Tenho o sentido suficientemente apurado para saltar do barco ao mínimo sinal de perigo.
17 fevereiro 2010
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