27 abril 2010
Suspiro...
Será que este movimento esteriotipado não me abandona? Chego, afasto os lençois, suspiro (por vezes em silêncio, outras nem por isso...) e deito-me. A insónia vem, consome-me, morde-me a consciência. Construo e destruo mentalmente os caminhos que devia ter escolhido, até que o cansaço me vence. E quando tudo parecia tranquilo, aparece mais um dia de realidade putrefacta no meio do nojo que me rodeia. Um ou outro momento em que sorrio e me esqueço da desgraça em que insisto viver, mas quando chega a hora de me confessar à almofada, acordo outra vez e é aí que vejo claramente que tem que ser assim porque se não for, não tarda estou a viver outra vez na ilusão de que é possível voltar atrás como se nada tivesse acontecido... Já me vejo a imaginar que a realidade não existe... que não sou só eu que estou só. Que crueldade! Como é que me transformei nesta pessoa? Não quero ser assim... Prefiro suspirar todas as noites sem ninguém ver e encharcar a almofada em lágrimas.
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