02 janeiro 2010

É triste!

É triste não poder dizer o que me entope a garganta. Não posso dizer porque se disser a possibilidade do improvável desaparece... Se disser afastas-te ainda mais e perco-te de vista. És o meu objectivo inatingível e tento viver na ilusão de que vai ficar tudo bem. Às vezes, se fechar os olhos com muita força, ainda te sinto respirar ao meu ouvido e tento sentir o calor do teu corpo encostado ao meu... gelado. Nem sonhas a falta que me fazes...
E eu sei, com certeza, que por muito que procure não vou encontrar esse conforto em mais ninguem. E não vou mentir: sinto raiva. Mas engulo-a, não te quero fazer sofrer... mais. Vivo a minha vida com a dignidade que me restou, nem que seja de rastos. É que o meu coração fechou por motivos de falência e agora estou só comigo que morri de desgosto.

Querer não é poder...

Quero-te a ti aqui. Quero que voltes, quero-te de volta para mim. Quero dar a volta e seguir, contigo. Olhar para cima e ver-te. Adorar-te. Ter-te aqui, perto. Estar junto de ti, sentir-te. Tocar-te, abraçar-te. Estar nos teus braços e beijar-te. Fechar os olhos e saber que estás aqui, comigo.

Enfim...

Penso em ti e só me apetece chorar. A ideia de que não podemos voltar a encontrar-nos devasta-me. Sou colhida por esta sensação de vazio que me traz a lembrança do que fomos. Ai, eu queria tanto voltar atrás. Queria tanto não ter dito o que disse. Mas para ti parece ter sido melhor. Pareces conformado. Tenho saudades tuas...

13 dezembro 2009

Ainda choro por ti...

Passar-se-ão tempos infinitos , mas hás-de envelhecer no meu imaginário. Já devia estar habituada a este sofrimento, mas doi. E doi muito viver viciada no passado, agarrada ao que deixei passar. Esta teimosia nunca me deixou ficar bem. Sei disso como ninguém sabe. Mas é incrível como o orgulho pode ser cruel...
Fecho-me em copas e isolo-me para não sofrer, quando a sofrer de queimada por esta paixão já eu estou. Nunca pensei vir a sentir tanto amargo na boca. Sei que é injusto, mas queria que a vida passasse por mim a correr. Sei por quem sou que nunca serei feliz... é que quando fui insisti que não chegava para mim e que precisava de mais. Feri tão profundamente o meu amor que o perdi para a eternidade.
Cada passo que dou é um espinho que se enterra na pele. Estou descalça e não conheço o caminho. Não sei para onde vou nem o que estou a fazer aqui. Vim ao sabor do vento e fiz o que me pareceu melhor… mas não te encontrei. Bebo mais uma lágrima deste veneno que me escorre pela face e definho…

Vamos saber… Um dia…

De onde veio tanto pessimismo? Quem és tu que mexes nos meus pensamentos, nas minhas acções e nos meus sentimentos?
Não sou dona de nada nem de ninguém e ninguém é dono de mim… não posso exigir do mundo mais do que ele tem para mim. Mas também não posso exigir de mim própria mais do que sou capaz de dar ao mundo.
Tenho um calo no coração! Gostava de poder limá-lo e de me partilhar contigo. Onde estás? Existes? Sei que sim, já nos cruzámos! Sei quem és, conheço a tua essência mas não te revejo, não sei a tua forma.
Se nos encontrarmos olha-me nos olhos e não será preciso dizer nada.

30 novembro 2009

"Will you still love me tomorrow?"

Tonight you're mine completely
You give your love so sweetly
Tonight the light of love is in your eyes
Will you love me tomorrow?
Is this a lasting treasure
Or just a moment's pleasure?
Can I believe the magic of your sighs?
Will you still love me tomorrow?
Tonight with words unspoken
And you say that I'm the only one, the only one, yeah
But will my heart be broken
When the night meets the morning star?
I'd like to know that your love
Is love I can be sure of
So tell me now, cause I won't ask again
Will you still love me tomorrow?
Will you still love me tomorrow?

(by Gerry Goffin and Carole King)

27 novembro 2009

Tenho saudades tuas...

Sei que nem sempre to disse: gosto de ti como de mais ninguém! Apesar de saber que nunca mais to vou poder dizer outra vez.
Tenho um vazio no meu coração e ele tem a tua forma, o teu nome escrito... Ai se pudesse voltar atrás no tempo, se pudesse dizer-te só mais uma vez que te amo e que gosto da tua presença. Mas já não estás, já não te encontro. E dói que sejas passado no meu presente. Dói que sejas ausente no meu futuro... E eu que dava tudo para te ter de volta, dava tudo para estar junto de ti... perder é mau, mas perder-te foi ainda pior. Quero demais saber como é a vida desse lado. Ai ... o meu coração aperta só de pensar que pode estar frio aí. Quero que saibas que me vou lembrar de ti até ao meu último suspiro, até a última lágrima me cair nos lábios... sempre, para sempre!